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TURISMO| Lagoa Vermelha em Arraial do Cabo é comparado ao Mar Morto

O lago hipersalino no estado do Rio de Janeiro é comparada ao Mar Morto, onde quem mergulha não afunda. A presença de hidrogênio sulfuroso é excelente para banhos medicinais.

Fotografia: Luis Antonio

Um lago hipersalino é um corpo de água fechado que contém concentrações altas de cloreto de sódio ou outros sais, com níveis salinos que ultrapassam os da água do mar (3,5%, ou seja, 35 g/L). Nestes ambientes de alta salinidade podem prosperar micróbios e crustáceos especializados


Seu nome Lagoa Vermelha deriva da formação algas de aparência avermelhada.

Liga-se à lagoa de Araruama através de das Salinas

O percurso é feito por uma trilha de aproximadamente 40 minutos de caminhada pela vegetação


Sendo protegida pelo Parque Estadual da Costa do Sol.


O local abriga espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, como o Formigueiro-do-litoral, a Borboleta-da-praia, a Bromélia-gravatá, o Sabiá-da-praia, entre outros, caracterizando um ambiente sensível e que merece cuidados.


ENTENDA MAIS SOBRE O MAR MORTO

O Mar Morto é um mar de água extremamente salgada localizado no Oriente Médio, mais precisamente na divisa dos territórios de Israel, Palestina e Jordânia. Recebe esse nome porque não apresenta condições para a manutenção da vida, em virtude do elevado grau de salinidade. É a maior depressão absoluta do mundo, com cerca de 400m abaixo do nível dos oceanos.

O nível de sal nas águas do Mar Morto encontra-se próximo aos 35%, sendo muito superior à média dos outros mares e oceanos, que costumam ter um grau de salinidade em torno de 5%. Isso ocorre porque ele é um mar fechado, ou seja, cercado de terra por todos os lados, de forma que sua única fonte de abastecimento é o Rio Jordão. Como a região é muito quente, a água evapora-se muito rápido, mas os minerais não, o que contribui para a elevada quantidade de sal.


BENEFÍCIOS MEDICINAIS


Com quase três milhões de anos, o Mar Morto, conhecido pelas propriedades medicinais das águas salgadas para o corpo, também é um forte aliado na renovação das células, remoção de manchas e nutrição das camadas mais superficiais da cútis. Isso porque suas águas possuem 21 minerais, 12 deles só existentes por lá, que além de ajudar na recuperação celular, também proporcionam uma pele hidratada e luminosa.

Entre os sais minerais responsáveis em nutrir as camadas mais superficiais da pele, destaca-se o cálcio, fundamental no auxilio da produção de antioxidantes naturais, que combatem o envelhecimento e dão firmeza à pele

Entre os sais minerais encontrados, destacam-se o cálcio, responsável por renovar a membrana da pele e auxiliar na produção de antioxidantes naturais, fundamentais para combater o envelhecimento cutanêo, o magnésio, que constitui quase 30% dos sais e estimula a construção de proteínas no organismo, o enxofre, capaz de ajudar na digestão e absorção de vitaminas, o potássio, importante para regular a umidade da cútis e o zinco, essencial por estimular a recuperação do colágeno e bloquear os raios UV.

Esses minerais são utilizados em tratamentos estéticos, por meio de peelings e massagens, e na composição de muitos cosméticos porque têm ação restauradora na cútis. “Eles previnem os danos causados pelos radicais livres, limpam profundamente os poros, removem as toxinas, retiram as manchas e nutrem as camadas mais superficiais da pele. Quanto mais água do Mar Morto for utilizada no tratamento, maiores serão os benefícios”, afirma Dr. Mário Chagas, dermatologista da Derma Gávea, do Rio de Janeiro.

Há 392 metros abaixo do nível do mar, localizado entre Israel e Jordânia, o grande lago do Oriente Médio tem 85 quilômetros de comprimento e 17 de largura. Por conta da enorme quantidade de sal existente, cerca de dez vezes mais do que nos oceanos, não há vida no mar, nem animais, nem bactérias. “Por essa razão, a água tem princípios ativos antissépticos, anti-inflamatórios e cicatrizantes, que acalmam a cútis e combatem irritações e inflamações”, ressalva Dr. Mário.




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